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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Resenha: Cartas de Amor aos Mortos

Autoria de Ava Dellaira.
344 páginas.
Editora: Seguinte


Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Minha opinião: Adorei o livro! Logo de cara se vê que a capa é linda (o que já atrai a atenção) e a sinopse capta sim, o interesse.

Li o livro o mais rápido que pude e no começo me incomodei um pouco por ele ser muito parecido com As Vantagens de ser Invisível.  
Veja bem: ambos são cartas, ambos protagonistas são meio tímidos, ambos estão começando o colegial, ambos tem traumas, ambos sofreram a perda daqueles que mais amam, entre outras coisas.
Tais semelhanças se devem provavelmente, ao fato de Stephen Chbosky (autor de As Vantagens) ter sido o mentor de Ava.
Mas apesar de a vida de Charlie e Laurel coincidirem em vários aspectos, são estórias bem diferentes.



O amadurecimento de Laurel é muito bem escrito. O desejo de se adaptar em uma nova escola, o primeiro amor, o primeiro porre,o ressentimento pelo abandono da mãe (que foi para Califórnia após a morte de May para "passar um tempo", mas que parece não querer voltar), a superação de um certo trauma, a vontade de ser como a irmã e a dificuldade em aceitar que ela não era perfeita é bem retratado.

Os personagens são bens construídos e há espaço para os secundários.
Lindsay é a porra louca, revoltada. Sofre nas mãos do irmão e sai com vários apenas para sufocar o amor que sente por Natalie. E esta sofre ao ver a amada sair com tantos e não assumir o amor existente entre elas.
Kristen e Tristan que se amam apesar da divergência com relação ao futuro.
Sky com um passado meio misterioso, mas que não hesita em tentar encontrar o amor.
E May, a tão admirada May. Ela é a minha predileta. A garota destemida, cheia de vida, popular. A garota que só queria voltar para casa, voltar a ter a família unida. A garota que quebrou as asas.

A autora soube retratar os medos que muitos de nós sente, ou já sentiu, e soube captar um pouco da dor de perder alguém que ama.
O legal é ver Laurel se descobrindo, aprendendo a ser ela mesma e não tentando ser como May era ou seria. Ver a maneira como ela vai percebendo que May não era uma heroína, mas sim um ser humano e que ela precisava perdoa-la por seus erros, para assim seguir em frente. Ver como as imperfeições e erros da irmã fazem com que a ame mais. Um amor mais real e menos idealizado. 


“Sabe quando você acha que conhece alguém? Mais do que qualquer um no mundo? Você sabe que entende a pessoa, porque a enxerga de verdade. E então você tenta se aproximar, e ela… desaparece. Você achava que pertenciam uma à outra. Achava que ela era sua, mas não é. Você quer protegê-la, mas não pode.”


Laurel vai se abrindo aos poucos, botando pra fora tudo aquilo que a traumatizou, que a agoniza e que a angustia. Escrevendo para os mortos, ela vai conseguindo falar com os vivos, e assim se tornar alguém melhor e mais leve.

Cartas de Amor aos Mortos é uma estória de amor de todos os tipos - amor de irmãos, amor de pais, amor de amigos, amor entre gêneros , amor, amor - porque afinal, amor é sempre diferente e sempre igual ao mesmo tempo não é? (:


"— Sabe por que se apaixonar é o que pode acontecer de mais profundo com uma pessoa? Porque quando estamos apaixonados, estamos totalmente em perigo e completamente salvos, os dois ao mesmo tempo."

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Resenha: A Escolha



America Singer nunca quis ser da realeza. E quando se encontrou entre as Selecionadas, nunca imaginou que poderia conquistar o príncipe. Agora ela está entre as seis finalistas, e parece ter finalmente se decidido entre Aspen e Maxon.
Enquanto a Seleção chega na sua reta final, o palácio é cada vez mais ameaçado pelos rebeldes, tanto do sul quanto do norte. Em meio a todos estes ataques, há várias escolhas a serem feitas. Com quem America finalmente ficaria? E quem seria a escolhida de Maxon?

"Eu o amava. Era incapaz de apontar precisamente o motivo de tanta certeza, mas soube na hora, com a mesma certeza com que sabia meu nome ou a cor do céu ou qualquer coisa escrita em um livro. Será que ele também sentia isso?"

Eu estava louca para ler, e devo dizer que o livro foi uma decepção. 
Achei a história crua, superficial, simples demais. Não houve nenhum momento em que eu perdesse o fôlego, ou demonstrasse qualquer emoção aparente (e olha que eu sou bem sensível). A escrita de Kiera parece ter retrocedido entende? É como se ela tivesse pressa de terminar, e apenas fosse despejando vários acontecimentos sem aprofundar em nada. Há momentos na estória que poderiam ter sido fantásticos, mas não foram. Alguns personagens morrem, mas não há aprofundamento nenhum! Tudo que eu pensava era: eu poderia estar chorando pela sua morte, mas não estou!

Poxa, há livros que um fulano qualquer morre, mas a escrita é tão boa e tocante que eu acabo me emocionando. Isso definitivamente não aconteceu. Com a morte de alguém muito especial para America, eu achei que ela falaria mais sobre essa pessoa e sobre seu sofrimento com relação à perda. Mas não. Foi decepcionante, de verdade.



Outro ponto é a questão dos rebeldes. Foi - desculpe o termo - brochante. Tem uma parte em especial que eu achei que finalmente haveria ação, que finalmente America iria ter um contato com os rebeldes do sul...mas não! A Escolha foi aquele típico livro em que tudo dá certo no final, e tudo acontece muito rápido. E repito: sem aprofundamento nenhum! Isso me deixou muito brava e triste ao mesmo tempo. Também há revelações que poderiam ter sido chocantes talvez, mas não foram. 

Não se preocupe. As melhores pessoas sempre carregam alguma cicatriz.

Apesar disto tudo, eu devorei o livro. É uma leitura que flui, os capítulos voam. A escolha final atendeu as minhas preces! E se teve algum aprofundamento no livro, foi em relação às outras selecionadas - Celeste principalmente. Elise que passou as obras todas despercebida recebe um pouco mais de atenção, mas pouca. Kriss também 'surpreende' no final, mas nada muito chocante.


No geral, o livro foi razoável. Poderia ter sido incrivelmente fantástico, mas não foi. Faltaram detalhes demais. Uma obra rala, crua. Mas mesmo assim, eu gostei. Foi um bom final para a trilogia. (:

Isso não é um “felizes para sempre”. É muito mais do que isso."

sexta-feira, 21 de março de 2014

Eleanor & Park


Aaaaaah que vontade de morder este livro! É lindo! Juro.
Logo quando vi "Eleanor & Park" na livraria, eu sabia que eu muito - muito muito muito - provavelmente amaria o livro. E o meu sexto sentido de leitor não se enganou. É uma estória light e fofa.

Ela retrata a relação entre dois estranhos e o amor que vai surgindo aos poucos. Porque eu acredito que o amor acontece assim. Vai chegando devagarinho e de repente nos invade e transborda e ah meus deuses! hahaha okay, ainda não sei bem o que é o amor, mas quando souber eu posto aqui (;
Então, isto é-e-não-é-uma-resenha. Não sei bem o que é isto, mas eu preciso compartilhar este livro.

Eleanor é nova na escola e é uma garota excêntrica. Usa roupas de homem e uns acessórios esquisitos. Ela vem de uma família problemática: o padrasto é um bêbado violento e mau encarado que só sabe destruir toda felicidade que vê pela frente (principalmente quando se diz respeito à felicidade dela e de seus quatro irmãos), enquanto que a mãe é submissa à ele. Após ter sido expulsa de casa pelo monstro que ela chama de padrasto e de ter ficado fora por um ano, ela finalmente voltou. Mal sabe ela que está prestes a se apaixonar, e que as dificuldades para esconder este amor para que possa mantê-lo a salvo do padrasto vão ser enormes.
Já Park vem de uma família quase que perfeita. A mãe é coreana e o pai é um americano de descendência irlandesa. Os dois ainda são completamente apaixonados um pelo outro e vivem dando uns amassos pela casa, o que é meio estranho. haha Park gosta de rock e punk e gibis. E é a partir dessas coisas que o amor entre ele e a Ruivona começa.
Ele sede um lugar à ela no ônibus no primeiro dia de aula, e a convivência a princípio não é das melhores.. Mas com o decorrer do tempo, ela começa a ler - clandestinamente - os gibis com ele. E eles passam a dividir gibis em silêncio. E logo depois ao som do The Smiths entre outros. É uma bela trilha sonora para um amor, não?

A estória é fofa e delicada. Você se apaixona junto com eles. Eles tem dificuldades para ter este relacionamento, tanto da parte dela quanto da dele, mas juntos eles tentam superar a vergonha e o medo de se amarem tão intensamente. Se você curte romance, vai gostar. Mas já vou avisando que não é um romance clichê, é um romance mais real. Não sei como descrever, só sei dizer que é um amor lindo.
Eleanor e Park é com certeza o amor mais puro que eu já li. 

Quote:

"Se ela tinha saudade?Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele em torno dela feito um torniquete.Se lhe mostrasse o quanto precisava dele, ele sairia correndo."

terça-feira, 4 de março de 2014

Livros: Por que não amá-los?

Acho que todos somos como livros. Conteúdo complicado para uns, simples para outros. Somos livros de diversas formas e tamanhos. Com diversas cores e palavras e imagens e tudo o que temos direito! Por que não? Livros são maravilhosos. São como um portal. Vá para Nárnia, vá para Westeros e por que não Hogwarts? Podemos ir pra qualquer lugar. Podemos ser qualquer um. Homem, mulher, negro, branco, gay, hétero. Podemos ter o mundo em nossas mãos.

É engraçado (e até um pouco vergonhoso) pensar que eu costuma encher a boca para falar que "livros são tediosos". Como eu podia? As pessoas dizem isso pra mim, e não posso evitar sentir pena por elas. Pena, sim. Porque livros dão vida. O que eu sempre digo pra essas pessoas é que é tudo uma questão de livro certo, na hora certa. Comigo foi assim.

Eis uma pequena história: Uma garota entra numa livraria e decide levar um livro qualquer só porque era grande o suficiente para se considerar respeitável. Ela queria dar uma de culta. Ela queria dizer pros amigos "Está vendo este livro? Ele tem trezentas e tantas páginas, e advinha? Eu o li inteirinho". E então ela levou o livro pra casa e, o que posso dizer? Foi amor.

Não posso deixar de me perguntar: e se ela tivesse levado outro livro pra casa? Um livro em que a história não a tivesse tocado? E se ela simplesmente não estive a fim de ler? É desesperador. Porque, o que seria da vida desta garota se ela não tivesse se encantado tanto com as palavras? Não gosto nem de pensar nisso, porque a garota obviamente sou eu e minha vida seria bem tosca sem os meus bebês para me entreter em dias cinzas.

Se você, caro leitor, não é fã de livros, é uma pena, porque você está perdendo tanta, mais tanta coisa! Porém, é o seu direito não ser adepto a leitura. É seu direito achar que eu estou sendo ignorante ao ter pena de você. Mas acredite quando digo que meu mundo se clareou com as palavras. Talvez seu mundo já seja claro o suficiente pra você, mas prometa-me que um dia - amanhã, ou daqui quinze anos - você dará uma chance a este novo mundo. Talvez você já tenha tentado, mas não achou o livro certo. O livro que irá abrir seus horizontes e te levar pra lugares encantadores. Para mundos infinitos. Para o infinito e além! Portando, por favor, por favooor prometa-me que irá tentar.
E se você, caro leitor, é apaixonado pelos livros assim como eu, adoraria saber como este amor começou. Conte-me! Adoraria te ouvir. De verdade verdadeira. Nada melhor que uma bela história de amor.

E é isso. A conclusão é que os dias se tornam mais coloridos e divertidos quando se tem uma bela cama na qual se acomodar e um bom livro para se ler.